Desejo que este espaço seja um local que você tenha prazer de participar, e que nossas trocas intelectuais, culturais, emocionais e espirituais resultem em acréscimo para todos nós.  A intenção deste blog também é de publicar algum artigo que você tenha produzido, para que todos aprendamos sobre os mais diversos temas. Enfim, que este seja um local
aconchegante para você.

domingo, 19 de junho de 2011

Escutatório

"Saber escutar é uma arte, como demonstra
o belo texto de Rubem Alves.
Boa leitura.
Regina"

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil. Diz o Alberto Caeiro que “não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma“. Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver e preciso que a cabeça esteja vazia.

Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. (Contou-me uma amiga, nordestina, que o jogo que as mulheres do Nordeste gostam de fazer quando conversam umas com as outras é comparar sofrimentos. Quanto maior o sofrimento, mais bonitas são a mulher e a sua vida. Conversar é a arte de produzir-se literariamente como mulher de sofrimentos. Acho que foi lá que a ópera foi inventada. A alma é uma literatura. É nisso que se baseia a psicanálise...) Voltando ao ônibus. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: “Mas isso não é nada...“ A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira.

Parafraseio o Alberto Caeiro: “Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.“ Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: “Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas.“ Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não “evangélico“), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: “Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.“ Segunda: “Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.“ Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: “Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou.“ E assim vai a reunião.

Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U“ definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino...“ Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Me veio agora a idéia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

SER CHIQUE SEMPRE - GLÓRIA KALIL

Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.

A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro Italiano.

O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.

Chique mesmo é quem fala baixo.
Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.

Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.

Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.

Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.
É lembrar-se do aniversário dos amigos.

Chique mesmo é não se exceder jamais!
Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.

Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.

É "desligar o radar", "o telefone", quando estiver sentado à mesa do restaurante, prestar verdadeira atenção a sua companhia.

Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.

Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!

Chique do chique é não se iludir com "trocentas" plásticas do físico... quando se pretende corrigir o caráter: não há plástica que salve grosseria, incompetência, mentira, fraude, agressão, intolerância, ateísmo...falsidade.

Mas, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos terminar da mesma maneira, mortos sem levar nada material deste mundo.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem, que não seja correta.

Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!

Porque, no final das contas, chique mesmo é Crer em Deus!

Investir em conhecimento pode nos tornar

sábios... mas, Amor e Fé nos tornam humanos!

GLÓRIA KALIL.

domingo, 29 de maio de 2011

Ame, simplesmente ame!


A inteligência sem amor
nos faz perversos.
A justiça sem amor
nos faz implacáveis.
A diplomacia sem amor
nos faz hipócritas.
O êxito sem amor
nos faz arrogantes.
A riqueza sem amor
nos faz avaros.
A pobreza sem amor
nos faz orgulhosos.
A beleza sem amor
nos faz fúteis.
A autoridade sem amor
nos faz tiranos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Feliz Aniversário




Mãe amada e linda, um Feliz Aniversário!
Deseja com todo o amor, sua filha
Re

domingo, 8 de maio de 2011

UMA MÃE MUITO ESPECIAL




SAUDADE




Amada mãezinha:



A despedida é longa , sofrida...
mas tudo ficará sereno depois da partida.
O coração despedaçado porque já não estás na janela acenando antes da escola ,
nem há o beijo na face quando do encontro.
Hoje já nem abres os olhos ,
nem vês teus filhos ao teu redor...
a alma tocada pela saudade,
e certos do teu grande e imerecido amor por todos nós.
Tudo é tão cheio de lembranças...
do teu beijo fiel de boa noite que acalmava o temor dos fantasmas
no imaginário infantil.
O aroma da refeição preparada com tanto talento e zelo...
e o colo quente e perfumado no aconchego do teu seio...
que nos serenava as lágrimas seja qual fosse a causa da dor ,
algumas vezes não física, mas por origem o desamor de uma paixão.
Teu sorriso radiante repleto de ternura
e tua inabalável fé...
Foste tu que nos ensinaste o Caminho do amor , da Verdade e da Vida
e a balbuciar o doce nome de Jesus.
Contigo aprendemos a juntar as mãos de pequenos na prece ,
...e a sermos agradecidos.
Não por acaso foi num dia de Corpus Christi que te entregaste mais a Ele...
Ele te chamando e tu indo...
e foi do mesmo modo no dia Internacional da Mulher.
A cada vez te abandonas mais e mais...
e deixas conosco as recordações dos presentes sem data especial ofertados com tanto carinho
e das festas de aniversário decoradas com heróis e castelos de princesas
que preparavas com tanto empenho para vivenciarmos a magia
como era também no Natal com a árvore tocando o teto
e na Páscoa " a marca das patinhas do coelho "
para seguirmos até os ninhos na trilha do chão .
A bondade nas tuas formosas mãos preparando o remédio
e os curativos resultados das brincadeiras de crianças.
És como um poema, uma canção, e o significado do teu nome é
VINHEDO DO SENHOR.
Sempre foste uma mulher tão grande e à frente do teu tempo...
alegre , divertida , generosa ,
livre como os passarinhos que alimentavas todos os dias na janela...
cheia de intensa vida no teu espírito ...
És e serás sempre nossa Rainha,
e diante de Deus a exemplar serva,
que pensava antes nos pobres e desvalidos e por último em si ,
no afeto distribuído sem medida.
Recebe tua coroa da vida, teu galardão ,
teu justo prêmio por teu coração .
Vai amada , agora , receber de Deus, o luminoso sorriso Dele
porque diante da Face do Absoluto na Sua Glória ,
terás tudo , por toda a eternidade ...
E aí , um dia , no apertado abraço do reencontro ,
passearemos todos juntos no Jardim do Senhor.
Nós te amamos.
Com amor ,
tua filha Rê.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

MEU ANIVERSÁRIO






Comemorar todos os anos o dia
em que nascemos é um modo de
vibrar com esse presente recebido
de Deus. É um modo de estar grato,
agradecer.
Celebrar com os amigos, festejar
suas presenças, contentar-se com
cada abraço, compartilhar a vida,
é um dos muitos modos de estar feliz.

Meu mais profundo carinho por aqueles
que estiveram perto!
Ofereço aqui o meu desejo de uma Páscoa
Feliz, repleta do verdadeiro significado do
Amor de Jesus por cada um de nós.
Um beijo da Re

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa Feliz!



Jesus ressuscitou!
Sim, Ele verdadeiramente ressuscitou!


Pensando especialmente na infância de meus sobrinhos
Rodrigo, Renata, Rafael, Arthur, Isadora, Theo e Júlia, mas
também na criança que abrigamos dentro de nós, e no acolhimento
que Jesus Ressurreto nos dá todos os dias, no abraço macio e acalentador
do Seu Amor.

Muito obrigada pelo teu sacrifício, Jesus, na Cruz, nos garantindo
a salvação e a Vida Eterna ao teu lado.
EU TE AMO!
Regina


O autor dessas pinturas prefere o anonimato.Diz que deseja que elas falem por si mesmas.Em pequeno detalhe observa-se a assinatura Jesus Painter(JesusPintor).O autor mora na Florida, e pinta quadros grandes do temanho de uma porta em até 45min.Penso que deseja, mantendo-se anônimo, exaltar o modelo(Jesus)retratado na obra, sua fonte de inspiração.

terça-feira, 15 de março de 2011

Bons Amigos




Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!


Machado de Assis

Um amigo de verdade

Este texto é uma homenagem a meu dileto
amigo Sérgio Hoffmeister Coelho. Não é de minha autoria, mas
certamente expressa bem nosso sentimento
com relação a ele e sua ausência.
Sérgio, tu tens nos feito muita falta.
Não há substituto.
Obrigada pela paciência em ouvir, pela companhia
nos momentos alegres e tristes,
pela fidelidade em ajudar e por seres compreensivo.
Tenho muitos outros amigos a quem amo verdadeiramente,
e te afirmo, tu permaneces entre eles.
Apesar deste momento difícil para tua família e amigos,
resta a paz de sabermos que estás diante de Deus Pai
e do Filho, a quem reconheceste como Aquele que expressa
Amor e Salvação.

"Amigo!

Hoje, lembrei de você.
Lembrei dos momentos juntos,
Dos momentos ausentes,
Das conversas ao vento.

Sinto falta…
Da tua doce voz;
do teu sorriso belo e franco…
da tua mão segurando a minha
quando escorria o meu pranto.

Onde estás amigo?
Em que Estrela ou dimensão te encontras?
Quero revê-lo…


voltar a dizer baixinho, para você…
Te amo, amigo meu!"

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

VIGIE SEUS PENSAMENTOS,
PORQUE ELES SE TORNARÃO PALAVRAS;
VIGIE SUAS PALAVRAS,
PORQUE ELAS SE TORNARÃO ATOS;
VIGIE SEUS ATOS;
PORQUE ELES SE TORNARÃO SEUS HÁBITOS;
VIGIE SEUS HÁBITOS,
PORQUE ELES SE TORNARÃO SEU CARÁTER;
VIGIE SEU CARÁTER
PORQUE ELE SERÁ O SEU DESTINO


Texto de autoria desconhecida